FAMÍLIA DOA CORAÇÃO DE BEBÊ DE 2 ANOS DE MOSSORÓ PARA UMA CRIANÇA EM BRASÍLIA

Com apoio da Força Aérea Brasileira, de servidores compromissados com a vida no Hospital Regional Tarcísio de Vasconcelos Maia e atos nobres de duas famílias, aconteceram neste domingo, 10, mais duas captações de órgãos em Mossoró-RN.
Neste caso em especial, um dos doadores é uma bebê com menos de 2 anos, que havia sofrido um acidente doméstico e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Wilson Rosado. O segundo doador é uma mulher de 36 anos.
Os órgãos captados da mulher e da bebê foram enviados para salvar vidas nos estados do Paraná, Distrito Federal, Pernambuco e na capital Natal em jatos da Força Aérea e no avião do Governo do Estado do Rio Grande do Norte.
Na comunidade onde reside a família da bebê que fez a doação do coração, a informação dos médicos é que o órgão seria levado num jato da Força Aérea para ser transplantado numa criança em Brasília (Distrito Federal).
Em solo mossoroense, quem coordena o trabalho de doação de órgãos é o médico Fernando Albuerne. Ele conta que depois que as equipes médicas dos hospitais constatam a morte cerebral do doador é aberto um protocolo para se ter a certeza do óbito.
O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. A constatação da morte encefálica deverá ser feita por médicos com capacitação específica, observando o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.
O médico Fernando Albuerne explica que o protocolo é o que dá segurança a equipe médica para o diagnóstico e é o que possibilita a imediata conversa de esclarecimento seguida do pedido de autorização de doação de órgãos a família do cidadão doador.
O Ministério da Saúde informa em seu site que doação de órgãos é um ato nobre da família que pode salvar vidas. “Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação”.
Ressalta que é preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão. “Hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo, parente próximo ou até mesmo você”, reforma o texto publicado no site do MS.
Dificuldades em Mossoró
Neste final de semana, conforme relata com indignação o médico Walter Fonseca Junior, o trabalho de captação de órgãos, seguida de transporte e transplante ficou limitado ao período do dia, pois as lâmpadas de balizamento do Aeroporto Dix Sept Rosado haviam sido roubadas ou danificadas, o que impossibilita pouso e voos à noite.
O que é o transplante
O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.
Quem pode ser doador de órgãos. O que fazer?
Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.
No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.
Há dois tipos de doador.
1 - O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.
2 - O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).
Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Procedimentos são coordenados pela Central Nacional de Transplantes
Desde 2000, a Central Nacional de Transplantes (CNT) faz a articulação de ações relacionadas a transplante de órgãos e tecidos entre os diferentes estados da federação e com os demais integrantes do Sistema Nacional de Transplantes.
A criação da CNT levou à maior equidade e transparência na distribuição de órgãos e tecidos para transplantes e enxertos. Isso é resultado da constante necessidade de aperfeiçoar o processo de gerenciamento e controle das listas de receptores estaduais, regionais e nacional.
Outro motivo foi o reconhecimento da necessidade de estabelecer mecanismos e critérios que permitissem a adequada captação de órgãos e sua consequente distribuição, sempre respeitando critérios de compatibilidade, urgência e tempo de espera, para que os órgãos e tecidos sejam destinados aos receptores ideais.
Desde janeiro de 2001, o Ministério da Saúde celebra um Termo de Acordo de Cooperação Técnica entre Comando da Aeronáutica, Infraero, empresas aéreas e as concessionárias dos principais aeroportos. É o que permite a logística necessária para o transplante se concretizar.
Esta parceria é de extrema importância para o Sistema Nacional de Transplantes, uma vez que permite o transporte gratuito dos órgãos e tecidos entre os estados, bem como das equipes médicas de retirada. Foi o que aconteceu neste final de semana em Mossoró.
A CNT funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Contato:
Fone: 0800 644 6445
Fax: (61) 3327-8057
E-mail: cnncdo@saude.gov.br
Grupo de Assessoramento Estratégico Desde 1998, o Grupo Técnico de Assessoramento (GTA) auxilia a Coordenação Nacional do SNT no exercício de suas funções.
O grupo é formado pelo coordenador Nacional do SNT, representação das Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), de associações nacionais de pacientes candidatos a transplante, do Conselho Federal de Medicina (CFM), do Ministério Público Federal e da Associação Médica Brasileira.
O grupo tem a atribuição de elaborar diretrizes para a política de transplantes e enxertos, propor temas de regulamentação complementar, identificar os índices de qualidade para o setor, analisar os relatórios com os dados sobre as atividades do SNT e emitir parecer em situações especiais quando solicitados pela CGSNT.

Mossoró Hoje
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